O isolamento e a intolerância a dois

Fonte: G1 g1.globo.com





A frase “felizes para sempre ou até que a morte os separe” tem trazido muitas reflexões para alguns casais neste período de isolamento social em virtude da pandemia do novo coronavírus.


Não é novidade para ninguém que o confinamento alterou nossos hábitos, nossa rotina, causando impacto negativo em nossa saúde mental. Assim, manter o equilíbrio emocional, em meio a elevados níveis de estresse e ansiedade, tem sido um desafio diário, principalmente para alguns casais, cujo confinamento não tem sido sinônimo de união familiar.

Uma relação a dois, na prática, não é um conto de fadas. A rotina não é apenas feita de romance, como muitos idealizam. Ela também inclui contas, educação de filhos, casa pra gerenciar, compromissos sociais, etc. É preciso uma boa dose de amor e maturidade para driblar os conflitos que surgem no dia a dia, comuns em qualquer união.

Para alguns casais, o confinamento possibilitou uma nova configuração na vida a dois, principalmente quanto à forma de relacionarem-se já que, muitos deles, só tinham tempo um para o outro quando voltavam do trabalho. Agora, a convivência em tempo integral, sem a possibilidade de saírem para alguma forma de lazer, somados ao estresse e insegurança do momento, tem alterado o estado de animo e potencializado a diferença entre ambos.

No fundo, tais diferenças, como a falta de sintonia, já eram perceptíveis pelo casal que, ao invés de resolverem, foram deixando a resolução para o acaso ou mergulhando no trabalho, como válvula de escape para fugir de questões desta relação que despertam aflição. Um caminho relativamente fácil, mas que não resolve e só aumenta os dissabores. Uma hora a conta chega.

O confinamento abriu espaço para os casais prestarem atenção nos aspectos subjetivos de cada um. Para alguns, isso significa a possibilidade de atribuir outro sentido à relação, enquanto que, para outros, reacendeu o antigo desejo de separação, uma vez que já não havia uma estrutura tão saudável.


Não há receitas prontas quando o assunto é relacionamento a dois, mas a comunicação é um ingrediente que não pode faltar. É preciso que cada um reconheça e fale a respeito das próprias necessidades. O desencontro ocorre quando o casal pensa que cada um sabe o que o outro está pensando ou, ainda, quando um não escuta o que o outro diz. A ausência de dialogo, os silêncios, tem um significado, mas que nem sempre corresponde exatamente aquilo que o outro está sentindo.


Por outro lado, maturidade emocional também implica em reconhecer quando os projetos em comum e as afinidades se perderam ao longo do tempo e que ambos tomaram rumos diferentes nesta relação. E quando isso acontece, apesar das tentativas de melhorar a vida a dois, o ideal é cada um olhar para dentro de si e redefinir o próprio caminho do que estar numa relação que não mais aquece.



Fonte: G1 g1.globo.com

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