Como fazer sexo oral, segundo estudo


Fonte: menshealth.pt




Estamos numa época estranha para o sexo. Vários estudos dizem que gerações inteiras estão cada vez mais a praticar menos. Ou então toda a gente está feliz nesse campo, menos o leitor. Ou toda a gente anda a ver demasiada pornografia nos telemóveis e ninguém quer saber de ter sexo com parceiros.


Quando o tema é sexo oral, as coisas podem ficar um pouco confusas. Conta como sexo? É necessário proteção? Deve-se pedir permissão mesmo estando no calor do momento? E tudo isto é suficiente para lhe tirar a ideia da cabeça logo à partida. Mas parece que não é apenas consigo. De acordo com uma pesquisa recente do site Match Singles nos EUA, 66% dos millennials tinham uma menor probabilidade de gostar de receber sexo oral do que gerações anteriores.


“O que os dados nos dizem é que existe muita pressão social e desconforto em volta do sexo oral, especialmente entre as pessoas mais jovens”, explica Justin Garcia, diretor do Kinsey Institute, no Indiana, EUA. “Os jovens tendem a preocupar-se mais com o seu desempenho no ato, se a sua parceira ou o seu parceiro se sentem atraídos fisicamente por eles”.


O mesmo estudo mostrou ainda que quem disse gostar de sexo oral tinha tido, em média, mais sexo no ano anterior e tinha 43% de mais probabilidade de ter tido um encontro romântico. O verdadeiro bónus? Homens e mulheres que afirmam gostar de sexo oral têm 21% mais orgasmos durante o sexo do que quem diz não gostar. Como é que podemos evitar toda esta confusão sobre este assunto e gostar de sexo oral? Quer esteja a dar ou a receber, veja como pode ter uma vida sexual mais divertida.


DAR


Pergunte-lhe primeiro. (Duh)


É provável que ela queira que lhe faça uma pequena viagem mais a sul. Isso aconte- ce porque, para maioria das mulheres, o sexo oral é garantia de orgasmo. Um estudo de 2016 chegou à conclusão de que quanto mais frequentemente as mulheres recebiam sexo oral, mais vezes atingiam o clímax. No mesmo estudo, 69% das mulheres – sim, leu bem – que recebiam sexo oral durante grande parte do ato sexual tinham tido um orgasmo na última vez que tiveram relações sexuais. Outra pesquisa sugere que três a quatro mulheres acreditam que a estimulação do clítoris é necessária para melhorar os orgasmos. Por isso, sim, funciona.


Mas tal não significa que tenha de mergulhar logo na ideia assim que começam – porque também existe um número significativo de mulheres que não apreciam ter uma cara tão perto da sua ‘anatomia’. “Um dos principais problemas que vejo nas mulheres que recebem sexo oral é que se sentem desconfortáveis ou com vergonha dos seus órgãos genitais”, explica a terapeuta Vanessa Marin. “Então, a ideia de um homem ter o nariz, a boca e os olhos na zona mais sensível do corpo dela pode ser difícil para algumas mulheres”. Nesses casos, o melhor é dar à sua parceira algumas garantias. Diga-lhe o quão excitado fica quando lhe dá prazer e o quanto gosta de sexo oral. Antes de avançar para a ação, garanta que ela consentiu: “Gostava mesmo de te fazer isto agora, parece-te bem”? É possível que ela recuse, mas não leve isso a peito nem considere que é uma resposta desfavorável. Alguns estudos mostram ainda que tanto homens como mulheres apreciam fazer e receber sexo oral quando o parceiro está comprometido na relação.


Ganhe competências


Desenhar o abecedário com a língua e esperar que ela fique satisfeita quando chegar à letra D não vai resultar. “Alguns homens preocupam-se demasiado com a técnica que usam e tentam muitas coisas diferentes, o que acaba por ser uma distração para muitas mulheres”, continua Marin. Dados da Northwestern University afirmam que a estimulação rítmica, como arrastar a língua para cima e para baixo na zona do clítoris, aumenta os ritmos no cérebro, o que a deixa num estado que intensifica a experiência e a leva ao orgasmo.


Ou então experimente o método Kivin, o favorito da terapeuta sexual Emily Morse. Como funciona? Em vez de pôr a sua cabeça no meio das pernas da sua companheira, aproxime-se de lado para que os vossos corpos formem um T (até pode usar as coxas dela para descansar a cabeça). Depois, mova a língua da esquerda para a direita, o que permite uma ampla estimulação das terminações nervosas do clítoris.


Já sente a língua cansada? Existem algumas aplicações interessantes para melhorar a performance. A aplicação Lick, por exemplo, vai ajudá-lo a praticar com o ecrã do telefone (nojento). O OMGyes, por outro lado, é um site com base científica que se dedica ao prazer feminino e ajuda-o a conhecer melhor a anatomia da sua cara-metade. Preste atenção. As aplicações e os sites são ótimos, mas a melhor informação sobre o que dá mais prazer à sua parceira é a que vem diretamente da fonte. Perceba aquilo que ela realmente gosta, mas não se fique apenas por aquilo que ela lhe diz.

Novidade do dia: algumas mulheres exageram no calor do momento. Em vez disso, faça perguntas específicas sobre o que é que ela quer. Vai ver que a sua companheira vai sentir dificuldade em responder, mas pode ser um bom exercício. “Gostas desta pressão ou desta?” Assim, vai receber feedback construtivo e sobre o qual pode trabalhar.


RECEBER


Diga-lhe o que gosta


Já sabe quais são as manobras que o levam lá, mas ela não sabe. Por isso, é provável que tenha de lhe explicar, quer seja no momento ou depois. “Comunicar sobre o que realmente se quer e o que não se quer produz interações sexuais de melhor qualidade”, afirma Garcia. Se a primeira tentativa dela não foi assim tão boa, evite um momento constrangedor e tenha uma conversa positiva ao enfatizar os movimentos de que gosta. No final das contas, este tipo de conversa vai levar a momentos mais prazerosos, segundo afirma Justin Lehmiller, investigador no Instituto Kinsey. “Dar um feedback positivo quando está a sentir algo de que realmente gosta faz que seja provável voltar a sentir essa mesma sensação”.


Não lhe dê uma mãozinha. Apesar de simplesmente poder sentar-se e relaxar, ou até guiá-la gentilmente enquanto ela está mais a sul, há uma coisa em que todos os especialistas com quem a MH falou estão de acordo: nunca agarre a cabeça da sua parceira para ir mais fundo. Não, não e não. Essa ação é supercontroladora e até “perigosa” para o seu pénis, além de que é provável que ela perca a vontade. “Nunca falei com uma mulher que gostasse disso”, reforça Marin. Ponha as mãos ao lado ou atrás da cabeça e entrelace os dedos. Faça o que fizer, mantenha as mãos longe da ‘festa’.


Diga-lhe quando está quase. Ninguém gosta de surpresas e este conselho não o deve surpreender: avise-a antes de ejacular. Algumas mulheres não se importam de engolir, mas outras não são tão a favor. É possível que ela se incline fortemente para uma posição, por isso, diga quando sentir que está quase a ejacular.


Uma nota de higiene


Se se sente inseguro quanto aos odores corporais, tome um duche ou passe umas toalhitas. Isso vai tornar o ato muito mais convidativo.


Toalhitas sem álcool para bebés: Sim, são feitas especialmente para bebés. Mas se são boas para limpar o rabinho dos mais pequenos (por não terem fragrância, álcool ou parabenos), obviamente também são boas para usar nas suas partes mais íntimas.


Diga sim aos panos de limpeza corporal: Guarde alguns destes panos ou toalhitas no seu saco do ginásio ou até no carro para quando precisar de se refrescar e o duche não for uma opção.



Fonte: menshealth.pt

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