9 mitos e verdades sobre a infecção urinária

Pesquisas mostram reações curiosas sobre o assunto


Fonte: istoe.com.br


Quem nunca teve infecção urinária (ainda mais no verão), que atire a primeira pedra. Muito comum entre as mulheres, a condição costuma aumentar nos meses mais quentes. Contudo, por mais que seja frequente, há uma diversidade de mitos envolvendo a patologia. Com a missão de alertar sobre o problema, a ginecologista Regina Paula Ares comenta alguns mitos e verdades a respeito da infecção.

Você deve urinar depois do sexo para evitar a infecção. VERDADE

“Durante o sexo, o corpo humano entra em contato com muitas bactérias que podem passar tanto no canal urinário feminino quanto no masculino”, diz Regina. “Eliminar o xixi após a prática pode ajudar a remover as possíveis bactérias que se acumulam durante a relação.”


Sempre que houver ardor ao urinar, é infecção urinária. MITO

“Segundo pesquisas, apenas 20% dos casos de dor e ardor são resultado de infecções urinárias. Os outros 80% não apresentam alterações que comprovem o diagnóstico”, explica a ginecologista. Segundo ela, o incômodo pode estar relacionado a infecções ginecológicas, traumatismo local ou irritações.


Segurar a urina causa infecção urinária. VERDADE

O fato de reter a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção, segundo Regina. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema, e é eliminada periodicamente ao urinar.


A limpeza após a evacuação não tem nada a ver com a infecção urinária. MITO

“Em quase 90% das vezes, a bactéria Escherichia coli, que habita o intestino, é a culpada”, diz Regina. Por isso, é tão importante fazer corretamente a higiene íntima, limpando sempre da vagina em direção ao ânus.


Problemas ginecológicos favorecem o surgimento da patologia. VERDADE

As mulheres com infecções vaginais ou corrimentos estão mais predispostas à infecção urinária. “A proximidade entre a vagina e o ânus facilita a contaminação”, afirma ela.


A ingestão de álcool e cafeína não influenciam na contaminação. MITO 

“É necessário reduzir consumo desses itens, pois eles podem enfraquecer o sistema de defesa do organismo”, diz a ginecologista.


Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos ajuda a evitar a infecção. VERDADE

O uso prolongado de peças molhadas, como biquínis, aumenta as chances de contrair a doença. “Isso porque o ambiente úmido facilita a proliferação de bactérias patogênicas (agressoras) no sistema urinário.”


Usar roupas justas ou de fibras sintéticas não interfere no desenvolvimento da patologia. MITO 

“O hábito pode, sim, contribuir para o aparecimento dos sintomas, uma vez que a falta de ventilação facilita a proliferação das bactérias.”


Trocar o absorvente íntimo com frequência evita o risco de infecção. VERDADE

A presença de umidade e sangue aumenta muito o risco de proliferação de bactérias. “Portanto, o correto é não deixar o absorvente íntimo ficar cheio por muito tempo, principalmente se for externo, que pode deixar a pele ao redor da uretra úmida e com sangue”, diz Regina. Ainda há controvérsias entre os especialistas sobre qual tipo de absorvente é o mais perigoso: internos ou externos. Na dúvida, independentemente do absorvente usado, troque-o com frequência.




Fonte: istoe.com.br

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